Maia: Distribuição de contentores para recolha seletiva

Maia: Distribuição de contentores para recolha seletiva

Data da publicação: 13/08/2018

Empresa: LIPOR- Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto
Cidade de implementação: Maia, Portugal
Total de habitantes da cidade: 136.000 habitantes
Área de atuação do projeto: Resíduos Sólidos Urbanos
Parceiros: Maiambiente desenvolveu a solução empresarial em parceria com COMPTA/SOMA, OVO Solutions, Formato Verde e Ferrovial
Montante investido: 1.720.000€
Financiadores: Co-financiamento QREN/Programa ON.2 com comparticipação financeira a 85%

O projeto

Problema identificado: No município da Maia a recolha seletiva de resíduos tem sido um dos setores a requerer mais capacidade inovativa. Para o município atingir os objetivos e metas comunitárias relativas às taxas de separação de resíduos e reciclagem foi fundamental optar pela uniformização do modelo de recolha porta-a-porta, tomando especial atenção à frequência de recolha e à otimização de serviços. O município quer por fim aos sistemas mistos de deposição em sacos e contentores comunitários que prejudicam a limpeza dos arruamentos.

Solução encontrada: Em 2012, a Maiambiente alargou a recolha seletiva porta-a-porta a todo o concelho através do projeto “Ecoponto em casa”. Foram distribuídos contentores – para uso individual ou coletivo – aos utentes da Maia, para deposição separada e posterior recolha porta-a-porta das frações seletivas – papel, embalagens e vidro – e da fração indiferenciada. O projeto tem associada a instalação de um sistema eletrónico de recolha automática de dados – identificadores nos contentores e antenas de radiofrequência nas viaturas de recolha – que permite avaliar os consumos de água..

Resultados: Em 2016 o projeto “Ecoponto em casa” alcançou uma taxa de reciclagem de 32,4% e uma capitação de cerca de 67 kg/hab.ano nos materiais recicláveis – os objetivos apontados no Plano Estratégico de Resíduos Urbanos (PERSU 2020) foram superados. Foram implementados mais 80% dos contentores inicialmente previstos e, por cada circuito, a quantidade de resíduos de embalagens e papel recolhidos foi superior a 1000 kg. Entre 2012 e 2016, as quantidades de resíduos recolhidas seletivamente aumentaram em cerca de 46% nas embalagens, 38% no vidro e 22% no papel/cartão.

Impactes positivos para:

A cidade: A aposta pela inovação dos serviços de recolha seletiva de resíduos beneficia a cidade da Maia em diversos fatores: na participação proativa dos cidadãos no processo de separação de resíduos, na melhoria da limpeza pública que cria boa imagem do município e no aumento da satisfação da população pela cidade estar mais apelativa e higiénica. Todos estes fatores fomentam o desenvolvimento de uma população com mais interesse em colaborar em futuras iniciativas para elevar o nível sustentável da cidade.

A região: O projeto “Ecoponto em casa” visa não só contribuir para alcançar as metas da Lipor nas regiões previstas no PAPERSU2020, em particular na aposta na melhoria e aumento de frequência do sistema de recolha seletiva como visa também o cumprimento da meta comunitária de reciclagem de 50% de resíduos urbanos recicláveis. Adicionalmente, a iniciativa contribuiu para a redução da pegada carbónica na região do Grande Porto.

Projetos futuros: A atual tecnologia de recolha automática de dados do projeto – que avalia os consumos de água – pode, mais tarde, ser alargada para permitir a monitorização, otimização de recursos e avaliação da aplicação de um sistema poluidor-pagador associado à produção de resíduos.

Influência na transformação da cidade

O sucesso do projeto “Ecoponto em casa” é visível pela proximidade dos meios de deposição separada e melhoria da limpeza dos arruamentos, o que se traduz num aumento geral do bem-estar da população. O projeto favoreceu também as taxas de reciclagem devido ao apelo para separação dos resíduos recicláveis e consequente encaminhamento para valorização; contribuiu para a redução da quantidade de resíduos indiferenciados e respetivos custos de tratamento; e tendo em conta a otimização de serviços e circuitos, provocou a diminuição das emissões de CO2 dos camiões de recolha.

Poupanças geradas

Entre 2011 e 2017, a quantidade de resíduos indiferenciados produzidos diminuiu cerca de 9% devido ao desvio e separação dos materiais valorizáveis. Este valor representa também poupanças ao nível de tratamento de resíduos indiferenciados.

Obstáculos encontrados e como foram ultrapassados

Ao longo do projeto foi fundamental resolver os seguintes obstáculos:
– Inexistência de espaço disponível no interior das habitações para os contentores;
– Dificuldade de acesso às habitações devido à existência de arruamentos bastante estreitos;
– Necessidade de percorrer longas distâncias para aceder às casas;
– Indisponibilidade de acesso a soluções tecnológicas de recolha automática de dados no mercado capazes de dar resposta à recolha porta-a-porta planeada.
– Para fazer face aos constrangimentos com as habitações, a Maiambiente implementou soluções alternativas para a deposição de resíduos através de sacos de cores diferentes e uso do mini-ecopontos de 50L de capacidade. No âmbito das dificuldades tecnológicas, o projeto optou por adotar uma solução tecnológica customizada de hardware e software.

Fatores de sucesso

A experiência acumulada do município nos últimos 20 anos, aliada a uma forte e resiliente campanha de divulgação, conjuntamente com a distribuição dos equipamentos.
A existência do regulamento municipal de resíduos sólidos e a opção pela compartimentação de resíduos sólidos, facilitando a atribuição dos equipamentos nos edifícios em altura.

Indicadores de desempenho (KPI) definidos

Os indicadores de desempenho definidos no projeto “Ecoponto em casa” foram: a percentagem de contentores entregues face ao previsto; a quantidade de resíduos (embalagens e papel) recolhidos por circuito; a taxa de reciclagem dos cidadãos, as capitações e retomas na recolha seletiva; e a preparação para reutilização e reciclagem.

2018-08-13T13:16:55+00:00